PSDB insiste em reconhecimento da paternidade dos programas sociais

quarta-feira, 6 de março de 2013




bolsa
Famílias que precisam e estavam fora do
programa social passaram a ser atendidas
pelo Governo do PT


No início, os programas sociais dos governos petistas eram criticados por serem, na definição da oposição, “paternalistas, demagógicos, criadores de dependência, incentivadores da leniência e do conformismo” - entre outros qualificativos, todos, naturalmente, em tom de crítica. Hoje, empolgados com o reconhecimento mundial da efetividade de programas como o Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria, os tucanos decidiram reivindicar a paternidade dos projetos.
Decididos a se apossar dos bons resultados das práticas dos governos petistas – possivelmente porque as eleições se aproximam e o eleitor apoia francamente as ações sociais que livraram milhares de brasileiros da miséria extrema - dirigentes do PSDB encaminharam ao Ministério do Desenvolvimento Social um documento pedindo informações oficiais que possam atestar que foram eles – e não os petistas – que inventaram o Cadastro Único – que é o principal instrumento para identificar brasileiros que têm efetiva necessidade de acesso aos benefícios.
De fato, um decreto de 2001 - Decreto 3877 de 24 de julho de 2001 tentou criar um cadastro. Foi uma iniciativa da então primeira-dama, Ruth Cardoso. Mas não chegou a ser implementada pelo governo tucano, o que gerou inúmeros questionamentos sobre beneficiários que recebiam três ou quatro bolsas, enquanto outros, que necessitavam verdadeiramente de ajuda, não conseguiam acessar nenhum dos inúmeros e dispersos programas tucanos.
O que o PT fez, assim que assumiu o Governo, foi investir na uniformização do Cadastro Único – instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda. Essa simples alteração dotou os programas de transferência de renda de uma eficácia que, antes, não existia, resumindo as políticas sociais a incentivos isolados e sem alcance universal entre os mais necessitados.
Foi desse empenho de ampliar os benefícios para todos que realmente necessitavam que nasceu o Bolsa Família, resultado da unificação de cinco programas federais antes executados aleatoriamente. Graças a isso, a gestão foi aprimorada, as condições para recebimento dos benefícios tornaram-se mais amplas e severas e a transferência de renda chegou a um número maior de famílias.

Transversalidade
Um exemplo do resultado da unificação do Cadastro Único está, por exemplo, na obrigação dos pais de famílias beneficiadas em manter os filhos na rede pública de ensino. Quem não apresentar os documentos necessários, perde direito ao benefício. Essa mesma exigência ocorre com a apresentação de comprovantes das vacinações necessárias à fase infantil – e assim por diante.
Em 2011, já sob o Governo Dilma, foi lançado o Plano Brasil Sem Miséria – que englobou o Bolsa Família sob três eixos: garantia de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva. Nesta esteira, chegou também o Brasil Carinhoso – um complemento para atender crianças de 0 a 6 anos, e, em sua segunda fase, os menores de 7 a 15 anos. Detectou-se que a miséria estava fortemente concentrada na infância e na juventude.
A decisão do PT de fazer definitivamente a inclusão social e repartir o bolo tem um grande diferencial das demais iniciativas adotadas até então – a transversalidade das políticas.
No período de 2003 a 2009, o número de famílias atendidas passou de 3,6 milhões para 12,4 milhões com um volume de recursos de R$ 11,2 bilhões. Em 2010, o programa atingiu 12,9 milhões de famílias pobres e extremamente pobres. Em 2011, havia no Cadastro Único 36 milhões de pessoas que estariam na extrema pobreza – desde então, com o Bolsa Família, 22 milhões deixaram esta condição. Em 20 de outubro passado, o programa completou nove anos, aumentando mais que cinco vezes a quantidade de famílias atendidas, já tendo beneficiado mais de 50 milhões de pessoas a um custo de 0,46% do PIB. Em 2013, a presidenta Dilma tomou a decisão de incluir no cadastro de benefícios do Governo, 2,5 milhões pessoas que ainda estavam sem o atendimento necessário. Com isto, todas as famílias do Bolsa Família em situação de pobreza passam a ter cobertura social.
A preocupação em chegar até população miserável levou ainda a uma nova estratégia em que o Governo vai até os mais necessitados – a chamada Busca Ativa. O orçamento do Bolsa Família para 2013 é superior a R$ 23 bilhões, crescimento de 60% sobre 2010.
Ou seja, o que antes era disperso, desorganizado e sem qualquer instrumento de controle hoje funciona com tamanha eficiência que motivou reconhecimento de organismos internacionais. Esses mesmos organismos falam em “exportar” o modelo brasileiro de enfrentamento da miséria para outros países do mundo.






Fonte: Mais informações Clique aque PT no Senado


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